O caráter de Deus
7 de janeiro de 2021

Por séculos a teologia sobre o caráter de Deus e de sua disposição para favorecer as pessoas, foi maculada por divagações filosóficas comuns ao contexto medieval. Me permita explicar. A Igreja católica romana desenvolveu após o século IV dogmas fortíssimos sobre a "nobreza do sofrimento" e a "pobreza piedosa". O clero precisava inculcar nas mentes que os sofrimentos como doenças, por exemplo, eram uma dádiva divina para purgar os pecados e enobrecer os homens, e a pobreza era a forma mais elevada de auto negação e humildade.
O famigerado dogma das indulgências (compra de salvação) foi criado para exaurir os recursos das pessoas e enriquecer os cofres do Vaticano para a construção da suntuosa Basílica de São Pedro.
Foi nessa época que se fortaleceram as ideias sobre o Deus castigador que inflingia doenças às pessoas para purifica-las.
Séculos antes, as orações e ministrações de Cura e libertação foram substituídos pela equivocada prece: "Se for Tua vontade, cura SENHOR!". Não se encontra esse tipo de oração nas Escrituras quando se trata de Cura Divina.
Além dessas coisas, uma tendência distorcida do martírio começou a permear a espiritualidade cristã após o 3° século, na qual os cristãos passaram nutrir um estranho gosto pela dor e pela morte.
Ainda hoje essas ideias estão presentes na teologia tanto das confissões históricas quanto das pentecostais, em que renomados teólogos pentecostais afirmam coisas como o espinho na carne de Paulo como doença.
É importante ressaltar que o Movimento Pentecostal abriu a porta para uma Nova Reforma do Espírito, que gradualmente vem restaurando verdades espirituais e teológicas perdidas na era das trevas da Igreja Medieval. Uma dessas verdades é a perfeita e imutável vontade de Deus em curar sempre, e a todos os que, com fé, recebem a sua provisão redentora de saúde.
Outro aspecto que o Movimento Pentecostal trouxe à lume em suas décadas subsequentes, foi a da disposição divina em prosperar seus filhos com os inesgotáveis recursos do Reino de Deus. Muitos teólogos apologetas com o tempo, passaram a rechaçar essa verdade que ganhou sim alguns extremos na chamada "Teologia da Prosperidade", mas que é perfeitamente bíblica.
Este é o tempo do resgate de uma teologia positiva sobre cura e prosperidade. É o tempo de uma nova Reforma que desfaça o fatalismo e a teologia da miséria que aprisionou cristãos e a Igrejas por séculos.
A proposta dos seminários teológicos deve ser de restituir esses fundamentos que serão imprescindíveis para o avanço do Reino de Deus na Terra neste tempo. Essa é uma das propostas do Instituto William Seymour de Teologia e Ministério.
Pr. Enéas Ribeiro
Professor


